segunda-feira, março 16, 2015



Namoro virtual pode dar certo?


Há muito tempo a ciência já descobriu que o amor tem tudo a ver com química. Quem é que nunca ouviu falar, por exemplo, dos feromônios, os cheiros individuais responsáveis por despertar interesse sexual em possíveis parceiros? Os cientistas defendem que nos sentimos atraídos por pessoas cujo sistema imunológico é muito diferente do nosso. Em outras palavras, e de acordo com a ciência evolutiva, ficamos "de olho" no patrimônio genético alheio interessados em produzir filhos saudáveis - a mistura entre dois sistemas diferentes resultaria em um terceiro mais forte. O que os especialistas ainda não sabem explicar muito bem é por que, apesar de tudo isso, cada vez mais são comuns os relacionamentos que não apenas nascem na internet, como são vividos ali o tempo todo - sem que os envolvidos cheguem a se encontrar pessoalmente.

Alguma explicação para essa predileção pelo amor.com? Sim, já há algumas. O computador facilita a aproximação, tanto do ponto de vista prático quanto do de enfrentamento de dificuldades como timidez e baixa estima. Muita gente tem medo de se decepcionar no cara a cara, principalmente quando coleciona fracassos amorosos, e por isso acaba estendendo relacionamentos virtuais por anos. Desse jeito, a pessoa sente que tem alguém e, ao mesmo tempo, se protege dos riscos de uma relação real.


Não há estatísticas sobre quantas histórias de amor surgem na web, mas há números que mostram que os brasileiros adoram paquerar e fazer amigos via mouse. Oito em cada dez internautas do país mantêm perfis em redes sociais. Tanto nas relações de amor quanto nas de amizade, quando não há convivência no cotidiano, evita-se lidar com o que as outras pessoas têm de ruim, com o círculo social delas. Mas é óbvio que para alcançar maior profundidade, o olho no olho e o toque são imprescindíveis.

Sete em cada cem adultos brasileiros com acesso à internet já fizeram sexo virtual - o dado está em um levantamento sobre comportamento sexual e doenças sexualmente transmissíveis divulgado pelo Ministério da Saúde.

Apesar da distância, este tipo de relacionamento tem os mesmos ingredientes de um namoro cara a cara: fidelidade, ciúme, conversas diárias, sexo frequente.

É mais fácil escrever do que falar certas coisas. A internet ajuda a construir intimidade, mas também facilita a idealização. Mesmo a distância, não tem jeito: é impossível evitar 100% as dores de amor.

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