segunda-feira, março 30, 2015



Os namoros que viram rolos eternos


Não há estatísticas sobre namoros longos que terminam em casamentos breves. Mas quem é que nunca ouviu histórias com enredo parecido? Existem, claro, montanhas de explicações possíveis para o estranho, rápido e melancólico fim do que parecia ser um sólido projeto de vida.

Uma possibilidade: a falta de coragem para encarar que se quer terminar uma relação tão longa.

Outra: a pessoa não assume nem sob horrorosas torturas medievais que não está feliz - e vai levando a relação até a bomba estourar, quase sempre antes mesmo que os convidados do casório tenham se curado da ressaca.

Mais uma possível justificativa: casais que começaram a namorar na adolescência, por exemplo, podem acabar descobrindo que a identificação do começo se diluiu e a vida tratou de encaminhá-los para direções diferentes.


Enfim, como tudo o que acontece no mundo surreal das relações humanas, cada caso é pendurado em uma cesta particular de explicações. Mas, mesmo assim, é muito comum encontrar pessoas às voltas com namoros longos. E com a pulga atrás da orelha: será que vai acontecer comigo? Será que essa relação é amor ou... é hábito?

Muita gente ainda cultiva a visão romântica de que o casamento precisa ser um conto de fadas. E esse excesso de expectativa é a mãe da frustração. Nossa cultura nos faz acreditar que frustração é desvio de rota, e não parte inerente dela. O resultado de tudo isso é a intolerância às decepções.

Seja qual for o estado civil de uma relação, o que vale mesmo é ela ser ou não um compromisso verdadeiro. Há casais casados nos quais o comprometimento não existe, do mesmo jeito em que há namoros nos quais ele é superpresente. Mas há quem dê mais peso à "instituição casamento" em comparação com a "instituição namoro".

Em geral, o namoro é encarado como um compromisso mais leve, ligado ao prazer de se encontrar, curtir, se divertir. Já o casamento exige maior capacidade de dividir, negociar, compreender.

Questões práticas também podem alongar os namoros. Os especialistas são unânimes em afirmar que, de modo geral, existe uma tendência em se casar mais tarde, por causa do prolongamento da adolescência e a falta de motivação - ou de dinheiro - para abrir mão do conforto da casa dos pais.

Além disso, a formação educacional é mais longa, o que também empurra o casamento para frente. E a liberdade sexual garante a vivência do prazer livremente (antigamente havia mulheres, e até mesmo homens, que se casavam só para poder transar).

Ao decidir se casar, responda rápido:


  • Amo meu namorado ou estou me casando para fugir da solidão, da família ou outras cositas mas?
  • Já passamos da fase da idealização? Conheço os defeitos e as manias dele ou ainda acho que é um príncipe? Só pense em se casar depois que a idealização acabar.
  • Resolvemos bem nossas diferenças? As brigas são eternas ou temos boa comunicação para chegar a um acordo? Isso é essencial para a duração do casamento. Afinal sempre haverá pontos de vista diferentes entre vocês.
  • Temos afinidades e valores parecidos? Exemplo: durante o namoro você até pode relevar o fato de que ele não tem atitudes 100% honestas. Mas se esse é um valor importante para você, certamente não irá tolerar isso para sempre. E aqui mora uma séria divergência...
  • Temos projetos de vida comuns e planos individuais que podem ser tocados no casamento?
  • Estamos preparados para a responsabilidade da união? Casamento implica compromisso. E isso não precisa ser um peso.

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