segunda-feira, março 23, 2015



Vai morar junto? Estabeleça regras!


Para quem está pensando em juntar os trapinhos, uma discussão do tipo "quem põe o lixo para fora" pode parecer uma piada. Afinal, um amor é capaz de superar pequenos problemas do cotidiano, não é? Há controvérsias… Terapeutas de casais são unânimes em afirmar que boa parte das brigas ocorre por questões práticas, o que pode fazer o encantamento desandar.

Um dos mais consagrados estorvos para viver um grande amor na vida real é a velha e boa grana. Alguns casais até conseguem superar a timidez que ronda o assunto e detalhar quem vai pagar cada despesa. É pouco, dizem os especialistas. É preciso perceber também qual o perfil profissional e econômico do companheiro. Se ele tem dívidas, é gastador compulsivo ou trabalhador. Afinal de contas, não tem graça nenhuma ficar sustentando marmanjo.

Mais prático e econômico que o casamento porque não exige cerimônia ou despesas em cartório, morar junto é oficialmente chamado de "união consensual". E é uma modalidade de relação em crescimento. Na comparação entre dados do censo demográfico de 1991 e 2000, o número de uniões consensuais praticamente dobrou: eram 5,1 milhões em 1991 e pulou para 9,7 milhões em 2000. É quase 28,8% dos casamentos, segundo dados do IBGE. E esse número só vem aumentando.


Mas driblar a burocracia das uniões oficiais não significa que a relação não tenha de ser enxergada como uma espécie de sociedade. E isso não tem nada a ver com falta de romantismo. Pelo contrário: é um tipo de zelo que pode ajudar na duração do relacionamento.

A maioria dos casais decide morar junto no auge da paixão. Ótimo, ótimo, ótimo. Mas melhor ainda se já der para conhecer bem a personalidade do parceiro, seu ritmo e, principalmente, suas manias. No meio do frenesi de uma paixonite, é comum que os namorados disfarcem opiniões, gostos, irritações. Conclusão: você pode dormir com o príncipe e acordar com um sapão.

Pequenos test drives de intimidade podem ajudar a avistar o parceiro mesmo com as lentes da paixonite. É importante criar situações de intimidade: passar um fim de semana viajando, fazer viagens mais longas, tudo que ajude a conhecer melhor o companheiro.



Pode parecer uma coisa ponderada demais, mas antes de pular no ninho, vale refletir sobre os motivos da decisão de morar junto. É amor mesmo? Encarar uma união dessas para se livrar da casa dos pais é uma armadilha comum. Pra dar certo é fundamental que a mulher aprenda a se sustentar sozinha, em todos os sentidos. E que fique com ele só por amor, não por necessidade. Com todos esses cuidados na hora de arrumar as malas, só resta apertar os cintos e esperar pela sorte.

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